Por que os homens somem

De repente, o cara aparece com alguma desculpa esfarrapada ou simplesmente evapora sem dar notícias. Afinal, o que acontece? As repórteres da revista CLAUDIA foram apurar e ouviram 50 homens em São Paulo e no Rio de Janeiro para chegar à seleção aqui publicada. Os motivos alegados pelos moços são variadíssimos. É instrutivo conhecer suas queixas a respeito de nós(!) e a visão que têm do próprio comportamento. E é um alívio descobrir que, em algumas situações, é melhor que sumam mesmo

A questão é ela

  • Não era boa de cama

“Loira, alta, de olhos verdes… Eu nunca havia saído com uma mulher tão linda. Quando ela finalmente me chamou para o seu apartamento, acabamos na cama depois de algumas doses de uísque. De repente, senti um quentinho entre as pernas. Não dei bola… até perceber que era xixi. Fiquei perplexo, mas pensei que fosse por causa da bebida. Outro dia, aconteceu de novo. Como não sumir numa situação dessas?”

L.F.,  26 anos,  cineasta

“Estávamos no motel e, na hora que a coisa esquentou, ela levantou e pediu para eu esperar um pouquinho. Achei até que era alguma brincadeirinha. Mas ela tirou da bolsa uma escova e começou a prender os cabelos em volta da nuca com uns grampos. Quando virou de novo parecia um E.T. Perguntei o que estava acontecendo e ela disse que não queria estragar a escova. Foi broxante. Pedi que ela tirasse aquilo da cabeça e continuamos. Depois dessa, nunca mais a procurei.”

Fernando Assis, 31 anos, personal trainer

  • Era possessiva

“Saímos durante duas semanas e talvez pudesse virar algo mais sério se ela não fosse tão pegajosa. Eu não podia olhar para o lado, a mulher sentia ciúme até das minhas irmãs. O pior é que não me deixava dormir, ligava de madrugada para saber onde eu estava.”

Fábio, 35 anos, advogado

  • Era jovem demais

“Com 20 anos menos do que eu, ela só queria sair em bando. Nunca fizemos um único programa a sós. Comecei a achar aquela garotada irritantante. Eu me sentia o próprio tio Sukita.”

H., 40 anos, dono de agência de turismo

  • Era fácil

“Demorei duas semanas para conseguir sair com uma advogada linda. Quando consegui, ela se manteve à distância. Na hora de deixá-la em casa, roubei um beijo e não acreditei… ela topava tudo! Só não transamos no carro porque eu não quis. Perguntei como podia transar com um estranho sem camisinha e ela disse que era só comigo. Assim não dá… Ela deve fazer sexo com qualquer um.”

Luccas, 25, economista

  • Fazia uma voz infantil

“É desanimador você ir dormir com uma mulher  que parece bacana … e acordar com ela ao seu lado falando como um bebê. Fiquei tão decepcionado que não tive dúvida: cortei da minha lista na hora.”

F. M, 27 anos, programador de software

  • Era meio maluca

“Demorei para perceber que estava entrando em uma fria. Afinal, ela tinha casa, filho e uma profissão legal. Mas, aos poucos, começou a dar sinais de desequilíbrio. Por qualquer coisa, estourava e quebrava tudo. Numa briga, chegou a arremessar um liquidificador em cima de mim.”

Luciano, 38 anos, artista plástico

  • Vivia de dieta

“Neurótica, ela vivia conferindo sua tabela de calorias. Se comia uma uva a mais, falava no assunto a noite toda. Eu adorava transar com ela… até desconfiar que fazia aquilo para queimar calorias e não por prazer. Ela chegou a me dizer que sexo queima 550 calorias!”

Caetano, 39 anos, dermatologista

  • Dava piti

“Não sei por que sempre atraio mulher briguenta. Meu último namoro terminou por isso. Num jantar na casa do sócio majoritário da empresa as mulheres dos funcionários estavam meio deslocadas porque o assunto era trabalho. Mas minha ex-namorada foi a única que bateu na mesa e quase gritou: ‘Pô, vocês não sabem falar de outra coisa?’. Achei péssimo e caí fora logo depois.”

Carlos Eduardo, 34 anos, empresário

  • Era feia

“Nos conhecemos numa boate e depois me empolguei com sua performance fantástica na cama. A história não rolou porque ela era feia demais. Sentiria vergonha de apresentá-la aos meus amigos.”

Marcus, 42 anos, publicitário

  • Era rica

“Fui transferido de cidade e todo mês minha namorada ia me visitar. Porém, só gostava de jantar em restaurantes caros e fazer passeios que não combinavam com meu orçamento. Tenho muitas despesas, filhos do primeiro casamento, e ela nasceu numa família rica. Achei melhor despistar.”

Pietro Burke, 38 anos, funcionário público

  • Era burra

“Tudo foi lindo até o terceiro encontro. Ela não tinha repertório para garantir o bis. Sexo é bom mas só isso não segura. Quero ter com quem conversar.”

Carlos, 30 anos, engenheiro

A questão é ele

  • Não quero compromisso

“Ela queria namorar e ficava me ligando, mas eu só estava a fim de algumas transas ocasionais. Desapareci antes que se apegasse demais.”

J. O., 27, fotógrafo

  • Sou casado

“Numa viagem de negócios, fui para a cama com uma mulher bem interessante. Tanto que até dei o número do meu celular para ela, mas omiti meu estado civil. Nosso namorinho durou uns quinze dias. Quando ela disse que queria conhecer minha casa e meus amigos, troquei de celular.

P. , 39 anos, veterinário

  • Procuro um grande amor

“Tive um relacionamento curto e intenso com uma garota. Nos dávamos bem, mas faltava o “plim” – sei lá,  queria sentir um frio na barriga. Talvez me arrependa de ter sumido, mas acredito no grande amor, e não era ela.”

Lúcio, 30 anos, músico

  • Sou machista

“Reencontrei uma moça com quem tinha trabalhado há décadas, quando ela devia ter uns 18 anos. Dessa vez já estava com 30, muito sensual, maravilhosa na cama. O problema é que eu não suportei saber dos seus antigos namorados. É machismo mesmo, mas não consegui encarar que cinco amigos meus já tinham comido a mulher que estava comigo – desculpe a expressão, mas é assim que os homens falam.”

Patrick, 50 anos, jornalista

  • Broxei

“Fiz um tratamento para me livrar da dependência química e meu médico receitou antidepressivos. Não sei se por conta das drogas ou do remédio, é comum eu broxar, mesmo que a parceira seja estimulante. Quando isso acontece, desapareço. Algumas mulheres continuam me procurando, porém me sinto constrangido e torço para que me esqueçam.”

F. O. 36 anos, músico

  • Agi como um canalha

“Me encantei com a estagiária do escritório, uma moça de 20 anos, bonita e meiga. Logo vi que ela era muito inexperiente, não conseguia escolher um prato no restaurante; cheia de não me toques na cama. Fui um canalha, aproveitei que o estágio acabou para sair de cena, mesmo sabendo que ela tinha se apaixonado.”

Jr, 42 anos, advogado

Outra visão masculina

  • Nunca sumi

“Todos os meus relacionamentos acabaram mesmo, aos poucos, sofridamente, com idas e vindas que anunciavam o fim. Isso não me torna melhor ou pior do que ninguém. Acho igualmente nobre, perverso e fútil tanto aquele que sai para comprar cigarros e não volta mais, quanto quem se agarra a um amor morto, mas ainda morno.
Penso que o não gostar é tão insondável quanto o gostar — só que dói menos. Se o amor fosse sempre intenso e fácil, sequer existiria. Se desse no mesmo fazer sexo com qualquer pessoa, acabaríamos não fazendo sexo com ninguém. Porque o amor é essa busca do raro, do que está além. Sexo ou amor, não os distingo: cada um faz sexo com o amor que tem, não pelo outro, mas dentro de si.”

Antonio Caetano, 49 anos, é escritor e tem namorada

Vi no: claudia.abril.com.br

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